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Operação Ramo de Oliveira – Wikipédia, a enciclopédia livre
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2026-06-21 01:11:08
# Operação Ramo de Oliveira – Wikipédia, a enciclopédia livre Operação Ramo de Oliveira (em turco: Zeytin Dalı Harekâtı) refere-se a uma operação militar da Turquia na Síria iniciada em 20 de janeiro de 2018 contra as posições das Forças Democráticas Sírias (FDS) na cidade síria de Afrîn. Afrîn e os arredores são controlados pelo Curdistão Sírio desde do início da Guerra Civil Síria. Segundo o governo turco, o objectivo é expulsar todas as forças pró-curdas das Unidades de Proteção Popular e do Partido de União Democrática (PYD) da zona de Afrîn, bem como, derrotar o Estado Islâmico (EIIL), apesar de não houver confirmação oficial sobre a presença do EI na zona. Segundo o presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan, esta intervenção não se limita sobre Afrîn mas, também, sobre a cidade de Manbij, cidade controlada pelas FDS desde do verão de 2016. Diversos países, como os Estados Unidos e a Rússia, manifestaram a sua preocupação pela intervenção militar. Na Turquia, houve manifestações contra a operação militar, com o presidente Erdogan a avisar de que haveria um "preço pesado" para os que se manifestem contra a intervenção. A ofensiva veio após meses de tensões crescentes entre a Turquia e os Estados Unidos por causa do apoio dos EUA às FDS, que são composta na sua maioria por combatentes curdos das Unidades de Proteção Popular (YPG), que para a Turquia é o braço armado sírio do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), organização considerada terrorista pelos turcos e por outros diversos países. As tensões aumentaram exponencialmente após os EUA anunciarem que iriam treinar e equipar uma guarda fronteiriça (Forças de Segurança da Fronteira Síria) composta por 30 000 membros das FDS, algo prontamente rejeitado pelo governo turco que considerava tal guarda uma ameaça à segurança nacional. O presidente turco Recep Tayyip Erdoğan disse num discurso em Ancara: "Que pode fazer um grupo terrorista se não atacar a Turquia? A nossa missão é estrangular tal guarda antes do seu aparecimento!". Após meses de preparação, as forças turcas começaram a bombardear posições das FDS e das YPG na zona de Afrin. Segundo jornais turcos, militares russos que se encontravam na zona curda abandonaram as suas posições em antecipação à ofensiva turca. O governo turco anunciou que a ofensiva tinha começada no dia 19 de janeiro com o ministro de defesa turco, Nurettin Canikli, a afirmar: "A operação já se iniciou de facto com bombardeamentos na zona fronteiriça". O ministro adiantou que as tropas ainda não tinham entrado no território controlado pelos curdos. A Turquia começou a intensificar os ataques contra posições curdas, com o YPG a afirmar que mais de 70 ataques tinham sido disparados durante a noite. A imprensa turca reportou que 20 autocarros com grupos rebeldes alinhados com a Turquia (Exército Nacional Sírio) tinham sido transportados para a fronteira entre a Síria e a Turquia, enquanto a AFP afirmou que seriam cerca de 30 autocarros a transportar as forças rebeldes. No cantão de al-Shahba, segundo fontes pró-FDS, combatentes das FDS impuseram vários danos aos rebeldes do ENS, matando 4 soldados e ferindo outros 5. No dia 20 de janeiro, a Turquia iniciou uma campanha de bombardeamentos aéreos sobre a cidade de Afrin, atacando várias posições curdas e, assim, dando início, de facto, à sua operação militar. As forças curdas lançaram fogo sobre as cidades fronteiriças de Kilis e Reyhanli com informações de que uma pessoa teria morrida e várias teriam ficado feridas. A Turquia anunciou que os seus ataques aéreos tinham atingido 150 alvos em Afrîn. As Forças Armadas da Turquia explicaram num texto publicado no seu site que o objectivo desta intervenção militar é "estabelecer segurança e estabilidade nas nossas fronteiras e na região, eliminando os terroristas do PKK/KCK/PYD/YPG e do EIIL." No dia 21 de janeiro, a imprensa estatal turca anunciou soldados do Exército Turco começaram a avançar sobre o território de Afrîn e avançaram até 5 quilómetros no território controlado pelos curdos. O Observatório Sírio de Direitos Humanos (SOHR), sediado no Reino Unido, reportou confrontou entre tropas turcas e as milícias curdas na zona norte e ocidental da região de Afrîn, com as tropas turcas e os rebeldes do ENS a conseguirem capturar as cidades de Shankil e Adah Manli no ocidente. Em 22 de janeiro, as forças turcas anunciaram a captura de sete localidades, embora o YPG tenha anunciado posteriormente a recaptura de duas dessas localidades. No mesmo dia, foi anunciado a morte do primeiro soldado turco na ofensiva. A 24 de janeiro, de acordo com fontes curdas e pró-governo sírio, aviões da Força Aérea Turca efectuaram bombardeamentos contra posições das FDS na cidade de Manbij. Em 28 de janeiro, as forças pró-turcas conseguiram a sua primeira grande vitória na ofensiva ao capturarem a estratégica montanha de Barsaya, após vários ataques falhados desde de 22 de janeiro, devido à forte resistência curda. No dia seguinte, houve relatos que as forças curdas conseguiram recapturar a montanha, embora a Turquia tenha negado tal situação, com o comandante turco líder das operações a visitar a montanha. A 30 de janeiro, de acordo com a Anadolu Agency, as Forças Armadas da Turquia espalharam panfletos a partir do ar em árabe, curdo e turco, encorajando os civis da região para fazerem frente ao PKK, PYD, YPG e o EIIL. No final de janeiro, oficiais curdos acusaram a Turquia de usarem napalm, uma arma proibida segundo convenções internacionais, durante a operação. As Forças Armadas da Turquia negaram o uso de napalm, afirmando: "Napalm e armamento químico, biológico e semelhantes são proibidos por leis e tratados internacionais. Não é usado pela nossa Força Aérea. Tal armamento não está no inventário das Forças Armadas Turcas". Segundo fontes pró-governo, algumas das facções rebeldes retiraram-se da operação para combater o Exército Sírio em Idlib. A 1 de fevereiro, emergiu um vídeo nas redes sociais em que mostrava as forças rebeldes pró-turcas a celebrarem a morte de uma combatente curda que tinha o corpo mutilado, o que levou a um forte ressentimento nos curdos da região. Em 10 de fevereiro, um helicóptero TAI/AgustaWestland T129 ATAK da Turquia caiu com a tripulação a morrer. De acordo com o presidente turco Ergodan, as FDS e o SOHR, o helicóptero foi abatido. O primeiro-ministro da Turquia também confirmou que o helicóptero tinha sido abatido, enquanto o Exército Turco não disse qual a causa da queda do helicóptero mas uma investigação tinha sido aberta para averiguar. Em 20 de fevereiro, após vários relatos de um acordo entre o YPG e o governo da República Árabe Síria, tropas pró-governamentais das Forças de Defesa Nacional entraram no cantão de Afrin para auxiliarem as forças curdas no combate contra as forças turcas e os rebeldes sírios. Em março de 2018, após semanas de violentos combates, o exército turco tomou a importante cidade de Afrîn, no norte sírio, numa das vitórias mais marcantes da intervenção até aquele momento, forçando o recuo das forças curdas.
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